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20 DE NOVEMBRO- DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Publicado: Domingo, 19 Novembro 2017

O Dia da Consciência Negra marca a morte do líder Zumbi dos Palmares, ocorrida em 20 de novembro de 1965. Após anos em defesa do Quilombo de Palmares, na serra da Barriga em Alagoas, e das expedições que pretendiam escravizar novamente os negros que conseguiam fugir, este líder negro e os seus companheiros foram brutalmente assassinados. O Feriado é importante pois o Brasil precisa pensar em atitudes reparatórias, assumir o seu racismo e abandonar o discurso da suposta democracia racial que não se sustenta. Desde 2003, através da aprovação da Lei 10.639, que instituiu o ensino da História e Cultura Afro-Brasileiras nas escolas, a data foi incluída no calendário escolar das instituições de educação básica. A Consciência Negra confronta a ideia de que os negros contribuíram para a formação e o desenvolvimento do país. Desenvolve-se a consciência de que os negros foram os primeiros trabalhadores do Brasil e os que construíram o país.

Em Porto Nacional- TO, graças a reivindicação do GRUCONTO- Grupo de Consciência Negra do Tocantins e da COMSAÚDE, foi instituído pela câmara Municipal de vereadores, o Feriado no dia 20 de Novembro, “ Dia Municipal da Consciência Negra”. Estamos avançando, mas ainda não temos muito que comemorar. Dentre as preocupações do Movimento Negro, podemos citar a violência contra a juventude negra em Porto Nacional.

Denunciamos o genocídio da população negra em curso devido a intervenção violenta da polícia do Estado na “guerra às drogas” que vem se efetivando como política de criminalização da juventude e não de enfrentamento efetivo ao narcotráfico. E, sobretudo, falamos sobre as mães, companheiras, filhas, irmãs e mulheres vítimas diretas desses assassinatos, que além da dor da perda precisam arcar com todos os custos materiais e subjetivos resultantes dessa violência.

Em Porto Nacional, é preocupante a incidência da violência contra a mulher. Mesmo que não haja estatísticas sobre o número real desta realidade já percebida no município, a violência e o racismo são duas variáveis que,

quando combinadas, oferecem um ambiente explosivo para os segmentos mais vulneráveis. Ademais, as mulheres negras são vítimas ‘da pouca ou nenhuma política de assistência por parte do Estado e do município.

Nós Mulheres Negras e Populares de Porto Nacional- TO, trazemos às ruas nossas vozes e afirmamos que continuamos em Marcha pelas Mulheres, por todas as Mulheres.

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